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Ex aequo

versão impressa ISSN 0874-5560

Ex aequo  n.21 Vila Franca de Xira  2010

 

Editorial

 

Teresa Pinto

 

A ex æquo, permanecendo fiel ao objectivo de contribuir para a problematização das principais questões que afectam as relações sociais entre mulheres e homens na sociedade portuguesa, retoma neste vigésimo primeiro número a figura de Maria de Lourdes Pintasilgo. O Dossier temático «Maria de Lourdes Pintasilgo, cinco anos depois. Ecos de Palavras dadas», coordenado por Fernanda Henriques, não pretende apenas rememorar uma personagem incontornável da vida social e política portuguesa durante a segunda metade do século XX até 2004, ano em que nos surpreendeu com a sua partida1. As palavras de Maria de Lourdes Pintasilgo, os testemunhos pessoais e institucionais e as abordagens teóricas que compõem o Dossier colocam em evidência a fecundidade do seu legado intelectual e político e a pertinência, não só de aprofundar o seu pensamento, mas também de o ressignificar, seja gerando novos desenvolvimentos teóricos, seja dando vida a projectos de intervenção cívica que favoreçam a plena participação das mulheres na cidadania democrática. Fernanda Henriques, em texto introdutório ao Dossier, apresenta a sua estrutura e inicia-nos na leitura de cada um dos textos que o integram.

Na secção de Estudos e Ensaios incluem-se dois artigos, de temáticas distintas, intitulados «Mulheres artistas na idade da razão. Arte e crítica na década de 1960 em Portugal» e «Contribuições dos Estudos de Género às Investigações que enfocam a Masculinidade», respectivamente. O primeiro, da autoria de Patrícia Esquível, discute a alteração do estatuto das mulheres artistas na década de 1960, sustentando que «os anos de 1960 (…) [foram] uma importante plataforma de afirmação das mulheres no mundo da arte». Não só as obras de artistas significativas (como Paula Rego, Helena Almeida e Lourdes Castro) evidenciam uma ruptura com aquilo que a crítica da primeira metade do século designava como arte feminina, como a própria crítica de arte assume uma nova atitude face à produção das mulheres artistas, abandonado uma dupla grelha de análise em função do sexo. O segundo, de Amanda Oliveira Rabelo, debruça-se sobre a importância do conceito de género para os estudos sobre a masculinidade.

Na secção de Leituras e Recensões, Isabel Menezes remete-nos para um conjunto de contributos sobre a problemática género e liderança, provenientes de um simpósio internacional promovido pela Fundação Cuidar o Futuro no âmbito de um projecto em que a APEM se honrou em ser parceira. Vítor Manuel de Almeida apresenta um estudo sobre a Pobreza no Feminino em Portugal, tema sobre o qual urgia ter dados actualizados e aprofundados, ainda mais no contexto do presente ano internacional de combate à pobreza. Manuel Jesús González Manrique introduz a primeira recensão de uma obra publicada no país vizinho e cuja «Agenda de Género hoy para nuestro contexto académico y más allá del mismo» suscitará, por certo, interesse junto das/os leitoras/es da ex æquo.

 

 

Notas

1 - Relembra-se que o número 12 da ex æquo, sob o título Um Legado de Cidadania: Homenagem a Maria de Lourdes Pintasilgo e publicado em 2005, lhe foi integralmente dedicado. Nele se incluíram depoimentos pessoais e/ou institucionais de carácter experiencial, textos que dão conta do carácter inédito da sua actividade no plano internacional, uma cronologia acurada da sua vida e obra, artigos que incidem sobre o seu pensamento e os seus escritos.

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